Home Data de criação : 07/10/11 Última atualização : 10/03/19 01:53 / 85 Artigos publicados
 

Nana  escrito em terça 01 abril 2008 23:08

Encantaste-me com seu jeitinho de fada

teus olhos de gata sapeca me deixaram apaixonado

me perdi no encanto do teu abraço

teu coração e o meu entrelaçados

pulsando no mesmo compasso.

Rendo-me a ti, gatinha travessa

prisioneiro sou do teu encanto

amo-te com ternura juvenil

devoro-te com loucura febril.

Dê-me a mão, sereia felina

leve-me para sua ilha de sedução

quero ser tua eterna sina

vítima voluntária dessa paixão.

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Caleidoscópio  escrito em quinta 10 janeiro 2008 18:57

Mundo

loucura

solidão

tudo

nada

corre

volta

ponto

mesmice

estrada

desconhecido.

Risos

lágrimas

te amo

te odeio

poesia

paralisia

estrelas

abismo

morte

começo

vida

sentido

incógnita

vento

direção

infinito

amor

perdição

escrevo

sofro

sentimento

ausência

desejo

fuga.

Existir

amar

perder

deserto

incerto

destino

você

eu.

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Vida de quem cuida de vida (homenagem à minha amiga Célia, enfermeira)  escrito em quinta 20 dezembro 2007 13:45

Mãos calejadas, mas nunca vacilantes

pés doloridos, mas sempre firmes

olhos cansados, mas sempre vigilantes.

Suas horas não pertencem a ela

seu tempo é sempre espremido.
Mas de sua boca não sai reclamação

pois este foi o destino escolhido

para ser a sua profissão.

 

Ela transita entre inferno e céu

emoções se alternando

num eterno carrossel.

Ela contempla dor e agonia

e por vezes a morte implacável

mas também vê a alegria

da esperança renovada

ao nascer de cada criança.

E ao final de mais uma jornada

ela leva mil afagos no coração

a recompensa da tarefa cumprida;

porque ela sabe o valor da compaixão

ela sabe o valor da vida.

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Compreensão  escrito em domingo 14 outubro 2007 01:19

Um coração vazio, indiferente

Que não se importava com nenhuma gente

Era o que no peito eu carregava

Não compartilhava com a alegria dos enamorados

Nem com o pranto dos enlutados.

Pensava que apenas minha fé me bastava. 

Várias vezes eu ouvia

Uma voz silenciosa a me chamar

Do meu erro ela tentava me alertar

Mas ouvidos moucos eu fazia

No caminho mau teimava em prosseguir

E a voz silenciosa a insistir. 

Até que um dia aconteceu

Com minha vida estava contente

Mas a tribulação chegou de repente

Confrontado-me com o “eu”

Vi-me solitário num deserto

E meu coração enfim foi desperto.

 

Entendi que aquela voz era do Salvador

Me dizendo para exercer o amor

Compreendi então o valor da comunhão

Pois quando no deserto eu estava

Aqueles que me estenderam a mão

Foram justamente os que antes eu ignorava.

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Soneto de formatura  escrito em domingo 14 outubro 2007 01:19

Venturoso dia em que os estudos se findam

ápice de tantas lutas e emoções

pessoas queridas vêm e nos brindam

com um amor que aquece nossos corações. 

 

Saímos da escola e entramos no mundo

querendo retê-lo em nossas mãos

movidos por um desejo profundo

de nos realizarmos como cidadãos. 

 

Em nosso peito já aperta a saudade

deste tempo em que fomos uma irmandade

mas agora precisamos seguir adiante 

 

crendo sempre na divina promessa.

Um ciclo termina, outro começa

e com Deus havemos de ser triunfantes.

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