Home Data de criação : 07/10/11 Última atualização : 08/08/27 15:59 / 72 Artigos publicados
 

No banco da praça  escrito em quarta 27 agosto 2008 15:59

Todos os dias por ela eu passava

contemplando sua graça silenciosa.

Tal qual a enigmática Mona Lisa,

ela fazia do banco da praça sua tela

dirigia-me um sorriso carregado de mistérios;

eu acenava, e seguia meu caminho.

Por instantes eu ficava a matutar

nas palavras que aquele sorriso poderia dizer

mas logo eu mergulhava ensandecido

no mundo de contratos, documentos e números

e nela não mais pensava.

Até que um dia pela praça passei

e surpreso notei o banco vazio;

intrigado, continuei meu caminho.

Passaram-se os dias, e o vazio na praça continuava;

irremediavelmente, havia perdido meu sorriso matinal.

A presença daquela ausência começou a pesar

e tarde demais, eu percebi

o enigma por trás daquele sorriso.

Agora sou eu a ocupar o banco da praça

esperando a volta desse amor

que se foi sem nunca ter sido.

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Teu sorriso (mais uma homenagem a ti, querida Célia)  escrito em terça 01 abril 2008 23:20

Colar de pérolas que inebria corações

e nos transporta direto ao paraíso

já desisti de procurar as razões

de eu gostar tanto do teu sorriso.

Me perco nele como em vasto oceano

me tornando assim parte de sua beleza

ator coadjuvante no palco da natureza

fazendo-me assim algo mais que humano.

Contemplar teu sorriso é contemplar vida

espelho cristalino onde vejo refletida

todo o encanto de uma alma graciosa

que me cativou de forma dadivosa.

Sorria, princesa minha, sorria

fonte transbordante de esplendor

exale toda a sua simpatia

em raios doces de puro frescor.

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Nana  escrito em terça 01 abril 2008 23:08

Encantaste-me com seu jeitinho de fada

teus olhos de gata sapeca me deixaram apaixonado

me perdi no encanto do teu abraço

teu coração e o meu entrelaçados

pulsando no mesmo compasso.

Rendo-me a ti, gatinha travessa

prisioneiro sou do teu encanto

amo-te com ternura juvenil

devoro-te com loucura febril.

Dê-me a mão, sereia felina

leve-me para sua ilha de sedução

quero ser tua eterna sina

vítima voluntária dessa paixão.

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Caleidoscópio  escrito em quinta 10 janeiro 2008 18:57

Mundo

loucura

solidão

tudo

nada

corre

volta

ponto

mesmice

estrada

desconhecido.

Risos

lágrimas

te amo

te odeio

poesia

paralisia

estrelas

abismo

morte

começo

vida

sentido

incógnita

vento

direção

infinito

amor

perdição

escrevo

sofro

sentimento

ausência

desejo

fuga.

Existir

amar

perder

deserto

incerto

destino

você

eu.

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Vida de quem cuida de vida (homenagem à minha amiga Célia, enfermeira)  escrito em quinta 20 dezembro 2007 13:45

Mãos calejadas, mas nunca vacilantes

pés doloridos, mas sempre firmes

olhos cansados, mas sempre vigilantes.

Suas horas não pertencem a ela

seu tempo é sempre espremido.
Mas de sua boca não sai reclamação

pois este foi o destino escolhido

para ser a sua profissão.

 

Ela transita entre inferno e céu

emoções se alternando

num eterno carrossel.

Ela contempla dor e agonia

e por vezes a morte implacável

mas também vê a alegria

da esperança renovada

ao nascer de cada criança.

E ao final de mais uma jornada

ela leva mil afagos no coração

a recompensa da tarefa cumprida;

porque ela sabe o valor da compaixão

ela sabe o valor da vida.

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